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Bolsa descola dos EUA e tem melhor patamar desde julho; PIB e varejo da China no radar

Postado por: TC News em 16/10/2019 às 18:24

O índice Bovespa retomou patamar acima dos 105 mil pontos com o investidor local mais otimista com o andamento da agenda legislativa e a aparente melhora na relação entre o presidente Jair Bolsonaro e seu partido, o PSL. A proximidade do período mais robusto da temporada de resultados corporativos também anima os mercados. Já as bolsas americanas, que operaram em um ritmo mais lento na sessão de hoje, após dados de vendas no varejo fracos ofuscando balanços favoráveis e expectativas e juros menores. Isso, e o vencimento de opções sobre o índice impediram que o Ibovespa tivesse um desempenho melhor.

 

A relação entre Bolsonaro e o PSL parece caminhar para uma reconciliação. No início da tarde de hoje, traders citaram que uma fala de Bolsonaro à Bloomberg News, de que estaria tudo certo entre as partes, teria dado esperanças de que o presidente ficará no partido. Ontem, uma cisão entre deputados defensores de Bolsonaro e os que apoiam o presidente do partido, Luciano Bivar, gerou furdunço na Câmara. Mesmo assim, O Globo, citando a advogada do presidente, disse que Bolsonaro estaria preparando um desembarque, e está em conversas com pelo menos cinco partidos.

 

O dia foi negativo nas bolsas americanas e europeias hoje, com dados mais fracos da economia dos EUA despertando preocupações dos investidores com uma desaceleração mais pronunciada na maior economia do mundo e uma decisão da Câmara dos Representantes de apoio aos manifestantes de Hong Kong – elevando a tensão com o governo da China. Na Europa, a expectativa de que o acordo para saída do Reino Unido da União Europeia não sairá até amanhã, data limite para que o texto fosse aprovado pelas autoridades europeias antes do fim do acordo, dia 31 de outubro, desanimou os investidores.

 

O Ibovespa fechou o dia em alta de 0,89%, a 105.422 pontos, com a redução da pressão vendedora desde o final da manhã de hoje, permitindo que o índice tivesse um melhor desempenho durante a tarde. Os investidores também estão mais otimistas quanto às divulgações de balanços do terceiro trimestre nos próximos dias, motivados pelas prévias operacionais de varejistas, empresas industriais e incorporadoras. O dólar futuro seguiu o movimento no exterior e fechou em queda de 0,72%, a R$4,155, assim como os juros. O DI com vencimento para janeiro próximo operava a 4,880%.

 

Amanhã, o mercado vai acompanhar os desdobramentos da crise EUA-China. Na agenda econômica, saem as vendas no varejo de setembro do Reino Unido. Nos EUA, o mercado de trabalho estará em foco com os dados de pedidos iniciais de seguro-desemprego na semana. O Fed da Filadelfia divulga seu índice de atividade industrial de outubro. Será conhecida também a produção industrial americana de setembro. À noite, no Japão, saem a inflação ao consumidor e a balança comercial de setembro. Na China, haverá dados importantes, com o produto interno bruto do terceiro trimestre, os investimentos em ativos fixos, a produção industrial, as vendas no varejo e a taxa de desemprego, todos de setembro.

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